PostHeaderIcon Feliz Páscoa!

(Sigmar Sabin)

Imagino que à sua volta existam crianças, que sonham ganhar ovos de chocolates nos próximos dias. Até os adultos também apreciam, não é mesmo?

Os mais inocentes ainda sonham com um coelhinho. Figurinha mágica que nos alegra, com presentes.

Ainda tem o comércio, que deseja “faturar” alguns por cento a mais que o ano passado.

Agora pare tudo!

Stop… Parou!

O que significa mesmo a Páscoa?

Primeiro um significado histórico:

O termo “páscoa” deriva da palavra hebraica “pesah”, que significa passar por cima, pular além da marca ou passar sobre. Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo primogênito na terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro, sacrificado para esse fim, não seria visitada pelo anjo. Este passaria “por cima”, e o primogênito que ali morasse seria preservado.

Os judeus passaram então a celebrar a Páscoa comemorando a saída – e a forma como saíram – do Egito. A partir de Jesus, a celebração da Páscoa foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória. Cristo é a nossa Páscoa, e o Seu sangue, o sangue do Cordeiro de Deus, nos lava e purifica de todo pecado.

Mas, além da explicação histórica. Que outros significados teria a páscoa?

Festa? Celebração? Comemoração? Presentes?

Não importa qual a definição que você tenha ou aceite para Páscoa.

Precisamos apenas tomar cuidado para não nos envolvermos somente com o lado comercial da páscoa. Tirando para nós mesmos um momento de meditação sobre o significado dela para cada um de nós.

Celebrar uma páscoa, como um momento de Renascimento, Renovação, de Perdão.

Perdão?

Isso mesmo. É um momento de perdoarmos a quem tenha nos ofendido. Mas também de nos perdoarmos por muitas coisas que fizemos, por coisas que deixamos de fazer.

Até mesmo nos perdoarmos por pensamentos errados que tivemos.

Desejo sinceramente que após esses dias, possamos retomar as atividades diárias, em busca dos objetivos traçados.

Mas, principalmente, através do verdadeiro sentido da páscoa, que é passar por cima, das pequenas coisas que atrapalham a jornada, que impedem o avanço e que atrapalham as relações.

Que após esse período de reflexão, também possamos nos purificar e renascer, para voltarmos renovados para dias cada vez melhores!

PostHeaderIcon Almas que se encontram

(Paulo Fuentes)

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora nem momento
marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais
sensível dos nossos órgãos, o coração. Começo a acreditar que sim. Mas
percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas
pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores.
Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.

Quando duas almas se encontram o que realça primeiro não é a aparência
fisica, mas a semelhança d’almas. Elas se compreendem e sentem falta
uma da outra. Se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal
tudo poderia ser tão diferente. No entanto sabem que o caminho é este
e que não haverá retorno para as suas pretensões.

É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do
outro, a alegria, o desejo, mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam passam a sentir saudade uma da outra
num processo contínuo de reaproximação até a consumação.

Almas que se encontram podem sofrer bastante também, pois muitas vezes
tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravasar
toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e querer
compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida à espera do
encontro fatal.

Desejam coisas que se tornam quase impossíveis, mas que são tão
simples de viver. Como ver o pôr-do-sol, caminhar por uma estrada com
lindas árvores, ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas, rir
e brincar, brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho muito
especial. Amar e amar, muitas vezes sabendo que logo depois poderão
estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente.

Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo e em um espaço
diferentes do que suas realidades possam permitir. Mas depois que se
encontram ficam marcadas, tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar
para sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar. E o mais
importante: terão de se encontrar em algum lugar. Almas que se
encontram jamais se sentirão sozinhas porquanto entenderão, por si só,
a infinita necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade.

PostHeaderIcon A paz que trago em meu peito


A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia…
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé…
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou…
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama…
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam…
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer…
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade…
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer…
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências…
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos…
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo…
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

PostHeaderIcon Tempo de Escola

(Martha Medeiros)

Às vezes lembro do tempo de escola, de quando preocupações ou grandes problemas seriam no máximo tirar uma nota baixa na prova, ou então chegar atrasado e encontrar os portões fechados.

Lembro do clima harmônico e do falatório na sala de aula, do engraçadinho da turma, das aulas de português, de matemática em que eu me saía muito bem, do jeito esquisito do professor de geografia, e da tão esperada aula de educação física.

Na verdade o dia mais esperado da semana, não porque iríamos nos exercitar com algum daqueles alongamentos chatos, mas pelo fato de que iríamos poder correr, pular e brincar de pique-pega, sem que os gritos severos do inspetor soassem como ameaça para acabar nossa diversão.

Lembro de como era gostoso quando batia o sinal do recreio e saíamos correndo das salas, direto para o pátio comer um lanche, comprado na cantina ou trazido de casa embrulhado no papel laminado e numa garrafinha térmica com suco.

Quando chegava a hora de ir pra casa e batia o sinal, tínhamos uma certeza tão gostosa de que alguém lá fora estaria esperando pela gente. Parecia tudo tão perfeito…

Anos depois, é… estamos nós aqui, adultos, cheios de incertezas, sem saber quem realmente somos. Nossos problemas e preocupações são bem maiores, nossas escolhas são decisivas, temos de nos virar sozinhos… e o pior e tudo… É que ninguém mais espera por nós.

Tem hora que me encontro absorta e me pergunto aonde estão meus amiguinhos de escola… como estão… que rumo tomaram suas vidas. Encontro com uns que casaram e formaram uma família, fico sabendo de outros que estão viajando o mundo, e algumas que realizaram um sonho de menina.

Eu ainda quero aprender muita coisa nessa vida, conhecer muita gente, amar muito mais, chorar muito mais!!!

Nesse exato momento não faço idéia de quem eu sou, o que eu sei é que daqui a um tempo, um bom tempo, vou lembrar dos dias de hoje e ter a certeza de quem fui… Assim como no tempo de escola!

PostHeaderIcon Ajudando a Chorar

(Giani)

A menina chegou em casa atrasada para o jantar.

Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que havia acontecido.

A menina respondeu que tinha parado para ajudar Janie, sua amiga, porque ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.

- E desde quando você sabe consertar bicicletas? – perguntou a mãe.

- Eu não sei consertar bicicletas! – disse a menina, eu só parei para ajuda-la a chorar.

Não muitos de nós sabemos consertar bicicletas. E quando nossos amigos caíram e quebraram, não as suas bicicletas mas suas vidas, poucas vezes tivemos capacidade para consertá-la.

Não podemos simplesmente consertar a vida de outra pessoa, embora isso seja o que nós gostaríamos de fazer.

Mas como a menina, nós podemos parar para lhes ajudar a chorar. Se isso é o melhor que nós podemos fazer… e isso é muito!